Prêmio Trezentas Onças 2015

O Instituto João Simões Lopes Neto promove mais uma edição do Prêmio 300 Onças. Neste ano, a cerimônia de entrega vai ocorrer no dia 2 de julho, às 20h, na sede da instituição. 

Os três homenageados neste ano são: Hilda Simões Lopes Costa, Luis Borges e Maria Luíza de Carvalho Armando.


O Prêmio 

O Prêmio Trezentas Onças foi instituído pelo Instituto João Simões Lopes Neto em 2005, com o objetivo de reconhecer aqueles que se destacaram no trabalho pela preservação da memória, pela divulgação da obra de Simões Lopes Neto e daqueles que contribuíram para a construção do Instituto e para a recuperação da Casa do escritor.
Para dar nome ao prêmio foi escolhido um dos mais célebres e belos contos de Simões, aquele em que aparece de forma mais clara o valor profundo das coisas simples e do caráter de um povo.
O prêmio é dado em forma de moeda, tendo tido uma onça de ouro verdadeira como modelo. São 300 as onças. Ao longo de 100 anos serão 300 prêmios entregues, já que a cada ano o IJSLN homenageia apenas três pessoas. Quando a última onça for entregue, o prêmio se extinguirá automaticamente.

Os homenageados
Hilda Simões Lopes Costa – Nascida em Pelotas onde fez seus estudos, bacharel em Direito, é mestre em sociologia e formada pela Oficina de Criação Literária da PUC, Porto Alegre, 1993. É professora titular, aposentada, de Sociologia da UFPel. Fundou e coordenou, o Arquivo Histórico da UFPel (1983-1988). Atualmente, ministra Oficina de Criação Literária em Pelotas e em Porto Alegre. Desenvolve essa atividade há 7 anos, tem mais de 100 ex-alunos, muitos deles detentores de importantes prêmios literários.
Escreveu o romance “A Superfície das Águas”, que recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura, 1998. Com o livro de crônicas de viagem “Cuba, Casa de Boleros”, em 2000, foi finalista ao Prêmio Açorianos de Literatura. Em 2009, publicou o romance “A Anatomia de Amanda” e o “Manual de Criação Literária”. Em 2013, publicou o livro de contos “EXPULSÃO”.
Luis Borges – É professor, crítico e historiador literário, poeta e tradutor. Licenciado em Filosofia pela UCPel; pós-graduado em Literatura, Mestre e Doutor em História da Educação, pela UFPel, com dissertação e tese sobre João Simões Lopes Neto. Funcionário público federal; professor universitário, com experiência docente no ensino médio e em cursos livres. Historiador literário e crítico. Publicou vários livros e artigos, entre os quais: História, resistência e projeto em Simões Lopes Neto. Porto Alegre: WS Editor, 2001 (coautoria com Agemir Bavaresco, prêmio Açorianos); O projeto cívico-pedagógico de João Simões Lopes Neto. Pelotas: Editora Universitária UFPel, 2010.


Maria Luiza de Carvalho Armando – É natural de Porto Alegre. Licenciada em Letras Neolatinas no Brasil, com estudos complementares em Teoria da Literatura e Filosofia, fez cursos de Pós-Graduação no Brasil, em Portugal e na França, tendo obtido vários títulos, como o de Especialista em Educação para a América Latina (UNESCO-INEP-USP), o de Mestre (literatura hispano-americana – Université de Toulouse – II, FR), o Diploma do Institut des Hautes Etudes de l´Amérique Latine (Université de Paris-III) e o de Doutora em Letras, pela Université de Paris-III, Sorbonne Nouvelle, com tese preparada na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (Paris), em Sociologia (não empírica) da Literatura, aplicada à literatura regionalista do Rio Grande do Sul. ). Em 2014, em parceria com Suzana Albornoz (tradutora), lançou a edição brasileira de sua Tese de Doutorado, trinta anos depois de sua defesa na França: O regionalismo na literatura e o “mito do gaúcho” no Extremo-Sul do Brasil – Simões Lopes Neto (Editora Mulheres), em quatro tomos.