História da casa

Após quase ser destruída para virar prédio de apartamentos, passar por vários trâmites judiciais, a casa, que pertenceu por 10 anos à João Simões Lopes Neto é transformado em um Instituto. Logo, o então Deputado Estadual Bernardo de Souza apresenta Projeto de Lei na Assembléia Legislativa, declarando como bem integrante do patrimônio cultural do Estado. Conheça a história completa.

1871 – Data de construção do imóvel.

1897 – Simões Lopes Neto adquire o imóvel de Carlos Ferreira Ramos.

1907 – O escritor vende a casa a Hugo Piratinino de Almeida.

1917 – O imóvel é adquirido por Carlos Alberto da Silva Tavares.

1941 – A casa é vendida à Igreja do Redentor, pertencente à Igreja Episcopal Brasileira.

1991 – O proprietário da Casa, Igreja do Redentor, pretende vendê-la. O comprador, construtor Theo Bonow, pretende demoli-la para construção de um prédio de apartamentos.

1992 – O advogado e pesquisador Carlos Sicca Diniz comprova nos Cartórios de Pelotas informação coletada no livro Simões Lopes Neto na Intimidade, de Ivete Simões Lopes Massot, de que Simões Lopes Neto havia sido proprietário por 10 anos do imóvel da Rua Dom Pedro II.

O promotor Paulo Charqueiro ingressa com ação na justiça e consegue liminar que impede a demolição da casa. O processo é acompanhado pela imprensa.

1995 – A juíza Luciana de Abreu Gastaud mantém a liminar, proibindo a demolição do imóvel, com base em sua importância histórica e no fato de que estava listado no Inventário de bens patrimoniais, elaborado nos anos 80, durante o primeiro governo do Prefeito Bernardo de Souza.
1999 – O deputado estadual Bernardo de Souza apresenta projeto de lei (PL 138/99), na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, que “declara bem integrante do patrimônio cultural do Estado a casa, em Pelotas, que pertenceu ao escritor João Simões Lopes Neto”.

Um grupo de simoneanos, liderados pelo deputado Bernardo de Souza, cria, em agosto, em reunião na Associação Comercial de Pelotas, o Instituto João Simões Lopes Neto, associação civil pública, sem fins lucrativos que tem por finalidade “preservar, valorizar e divulgar a memória e a obra de João Simões Lopes Neto” , conforme estatuto, art. 2º.

O governador do Estado do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, sanciona o projeto de lei do deputado Bernardo de Souza, que passa ser a lei 11.377, de 5 de outubro de 1999.

A direção do Instituto João Simões Lopes Neto contrata a Ato Produção Cultural para apresentar projeto à Lei Estadual de Incentivo à Cultura, buscando recursos para a compra e restauração da casa do escritor.

O projeto é aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura.

2000 – Em janeiro, com o patrocínio da empresa Josapar, em cerimônia no Centro do Mercosul, em Pelotas, o Instituto João Simões Lopes Neto compra a Casa de João Simões Lopes Neto.

As arquitetas Carmen Vera Roig e Simone Delanoy são contratadas para fazer o projeto de restauro da casa. A segunda etapa do projeto, restauração do imóvel, é apresentada ao Conselho estadual de Cultura, que a aprova.

2001 – A empresa Josapar patrocina o início das obras de restauração (limpeza e troca do telhado). O construtor Theo Bonow é o responsável pela obra.
2003 – A Companhia Estadual de Energia Elétrica – CEEE decide patrocinar a restauração da casa.

2004 – A casa restaurada é apresentada à comunidade de Pelotas e do Rio Grande do Sul, em cerimônia no próprio local, com a presença de diversas autoridades.

A Ato encaminha ao Conselho Estadual de Cultura a terceira etapa do projeto, instalação do Instituto, que compreende também o acabamento de um auditório.

O projeto é aprovado.

A Copesul, Companhia Petroquímica do Sul, torna-se patrocinadora do Instituto João Simões Lopes Neto.

2005 – Obras de instalação, acabamento do auditório e ajardinamento. Em dezembro é inaugurada a Casa de João Simões Lopes Neto. Durante a cerimônia, a presidente do Instituto, Paula Schild Mascarenhas, entrega a primeira moeda do Prêmio Trezentas Onças, a moeda original, modelo de todas as outras 299, ao então Prefeito Bernardo de Souza, por sua participação decisiva na história do Instituto João Simões Lopes Neto. Devido à enfermidade do Prefeito, quem recebe a moeda é seu filho, Bernardo José de Souza.

2006 – No dia 9 de março, aniversário do escritor, o Instituto João Simões Lopes Neto abre as portas de sua casa à comunidade pelotense e gaúcha.
Em novembro o Instituto recebe o Troféu Cultura Gaúcha como destaque em Literatura. O troféu, oferecido pelo Governo do Estado, é entregue pelo Governador do Estado, Germano Rigotto, em cerimônia no Theatro Sete de Abril.